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Descubrindo a minha SOP e começo do tratamento

Diário da Síndrome dos Ovários Policísticos: 19 de junho de 2018: eu tenho 22 anos, 82kg e 158 cm, estou obesa. 

Essa história começa depois que passei vários meses fora de casa, e quando voltei meu pai disse que tinha engordado muito: eu não tinha prestado atenção no meu peso para não me estressar, mas olhando para as minhas roupas todas estavam apertadas, um anel de estimação que tinha estava entrando com muita dificuldade no meu dedo (e antes era folgado) e isso tinha sido de uns dois meses para cá.

Resolvi marcar uma consulta com uma endocrinologista para investigar o meu aumento de peso (que já me faziam uma pessoa obesa), pelos incomuns pelo corpo, acne e outros sintomas. Assim que cheguei lá ela me encaminhou para uma nutricionista (que ainda não fui, mas fiz algumas mudanças em minha dieta que me fizeram perder 2 kg em um mês sem nenhum remédio - basicamente diminui o consumo de doces, acho que todo mundo no fundo sabe o que faz de ruim em sua dieta) e me passou uma bateria de exames, dentre os exames que fiz, o mais denunciador foi uma ultrassonografia intra vaginal que mostrava os pequenos cistos: e aí estava diagnosticada a síndrome. Os meus pequenos bebês ovarianos pareciam assim:



A médica que fez o ultrassom escreveu que eu tinha "Escape ovulatório", e perguntei o que era aquilo: ela disse que era que eu ainda ovulava e tinha chance de engravidar (muitas mulheres com ovários policísticos são inférteis sem tratamento, mas esse não é o meu caso).

Além disso, meu índice de vitamina D estava baixíssimo, segundo os exames estava com 10 ng/l, enquanto o indicado seria pelo menos 30 ng/l. Minha endocrinologista ficou chocada por esse baixo nível de vitamina D, ela disse que só tinha visto tão baixo em pacientes que haviam passado por cirurgia bariátrica (não sei se essa vitamina D tem relação com o SOP). Graças aos céus, não tinha ainda glicose no sangue suficiente para ser considerada diabética.

O meu tratamento recomendado pela médica para a SOP foi tomar 1 comprimido de glifage (metformina 500 mg) por dia durante uma semana e a partir daí aumentar a dose para 2 comprimidos de metformina.  Para a baixa vitamina D ela recomendou tomar 50.000 U.I. de Vitamina D3 uma vez por semana durante 2 meses, e depois passar para 1.000 U.I por dia.

Estou no tratamento há mais ou menos 1 semana. Nos primeiros 3 dias não tive nenhuma reação adversa ao glifage além de fezes esverdiadas. Quando tomei a primeira dose de 50.000 U.I. de vitamina D3, fiquei com muita vontade de vomitar aquele remédio, mas consegui segurar a minha náusea. Eu continuei tendo nauseas do dia que tomei a vitamina D3 (sábado) até hoje (terça-feira). Amanhã aumentarei a minha dose de glifage e talvez me pesarei mais uma vez para ver se mudou algo.



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